Se você gosta de ler já deve ter ouvido falar sobre o livro “Pai rico , Pai pobre” de Robert T. Kiyosaki. Esse é um livro muito conhecido e renomado por quem gosta e quer se desenvolver na área financeira, não só na vida profissional, mas também e principalmente na pessoal.
Para que você possa compreender melhor o que será abordado aqui, faremos um breve resumo sobre o livro e o sobre o autor.
Robert Kiyosaki retrata no livro Pai rico, Pai pobre, a sua história com seus dois pais, um pobre e um rico e a diferente criação dada por cada um deles. Seu pai pobre, o biológico, chamado no livro de instruído, o aconselhava a trabalhar para uma grande empresa, já o seu pai rico, este pai de um amigo seu, o aconselhava a ser dono de uma grande empresa.
Seu pai instruído o incentiva a ser uma pessoa instruída. Seu pai rico o incentivava a contratar pessoas instruídas.
Dentre os diversos ensinamentos que a leitura desse livro traz, um deles é o conceito da “corrida dos ratos”.
Quando somos crianças ouvimos sempre dos nossos pais que devemos estudar para tirar boas notas, para assim entrarmos numa boa faculdade e consequentemente conseguir uma vaga para trabalhar em uma grande empresa.
Seguindo o conselho dos nossos pais, é o que fazemos, afinal nossos pais são experientes e sabem o que estão dizendo, além é claro de devermos obediência a eles.
Seguindo esse caminho, a criança nasce e vai para a escola. Os pais educam o filho a sempre tirar boas notas para que ele entre na universidade. Após se formar, faz uma pós-graduação e segue na procura de uma vaga em uma grande empresa. Normalmente, o jovem adulto que começa a carreira de trabalho após se formar na faculdade, o faz entre os seus 22 a 26 anos de idade. Essa é a fase da vida na qual as pessoas costumam entrar no endividamento, pois ao começar a receber seus primeiros salários, logo chegam os cartões de crédito e começam as compras. O uso do cheque especial passa a ser comum, afinal tem um dinheiro “a mais” na conta corrente para usar. Muitos não sabem nem do que se trata e no problema que o seu uso pode causar.
Ainda morando com os pais, o jovem adulto não tem grandes preocupações com pagamento de despesas, então segue comprando no seu cartão de crédito e frequentando os ambientes que outros jovens adultos frequentam. Em uma dessas saídas, conhece alguém, namora e casa. Saindo da casa dos pais, agora ele precisa se preocupar com as despesas que a moradia exige, porém está tudo bem, pois agora o que era apenas um salário, virou dois. Marido e mulher trabalham.
Dois salários, hora de comprar uma casa, um carro, uma televisão, tirar férias e ter filhos. Agora a necessidade de dinheiro aumenta e o casal passa a acreditar que suas carreiras são muito importantes para conseguirem manter tudo que conquistaram, e assim passam a trabalhar cada vez mais, buscando aumentos e promoções.
A renda aumenta e vem outro filho, junto com ele vem a necessidade de uma casa maior. Mais trabalho, mais um emprego. Passam a ganhar mais dinheiro, mas também passam a gastar mais. São mais filhos para alimentar, mais uma mensalidade escolar para pagar, uma casa maior exige mais manutenção, o IPTU é maior, os descontos dos encargos trabalhistas e o Imposto de Renda também aumentam. O uso do cartão de crédito passa a ser frequente – paga a fatura com quase todo o salário e volta a precisar a usar o cartão. Entram no ciclo vicioso do dinheiro de plástico.
O feliz casal, com apenas 35 anos de idade, está preso na armadilha da corrida dos ratos pelo resto da vida. Eles trabalham para o governo, donos de empresas e para o banco. Quanto mais ganham, mais gastam e caso tenham algum imprevisto, se endividam, pois não possuem uma reserva para os imprevistos que na verdade de imprevisto não tem nada. Sabemos que imprevistos podem acontecer e só de saber isso, o imprevisto deixa de ser imprevisto. É fundamental ter uma reserva de SEGURANÇA.
Para sair da corrida dos ratos é necessário diminuir o custo de vida e desenvolver o interesse por aprender mais sobre dinheiro e investimentos, pois o futuro importa e é frustrante só de se imaginar na corrida dos ratos. É triste, mas essa é uma realidade de muitas famílias brasileiras, por isso o endividamento possui uma taxa tão alta.
Você já conhecia o conceito da “Corrida dos Ratos” de Robert Kiyosaki?
Caso ainda não tenha lido o livro, nós recomendamos muito a leitura. Possui ensinamentos sobre o dinheiro que são verdadeiros pilares na educação financeira.